é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

quarta-feira, outubro 24, 2007

verdade incontestável

A essência de um esquilo está na sua cauda. Aliás (com licença, isto agora é mesmo à emigrante emigrante*), na fluffiness da sua cauda.

Donde, conclusão lógica, o cadáver ao pé de minha casa desde há dois dias, ou é um rato grande ou uma ratazana pequena, e nunca, mas nunca, um esquilo sem cauda, ainda que tenha o tamanho certo para isso, pois que um esquilo sem cauda não é um esquilo, pela própria definição de esquilo.

* referência obscura à música dos ena pá 2000 “Emigrante emigrante / foste longe e regressaste / emigrante emigrante / não sei porque tu voltaste”

5 comentários:

Catarina Pereira disse...

Mas toda a gente sabe que esquilos são ratazanas com caudas farfalhudas (ou, à emigrante, Rats with fluffy tales!)

ana disse...

fluffiness é uma palavra incontornável, não há dúvida. e pictórica. apetece agarrar e dar beijinhos.

beijinos para ti.

PQz disse...

E se um esquilo morrer de um "tail-related incident"? Perde, para além da vida e da cauda, a identidade?

Coitado.

ana rita disse...

exactamente pedro! está aí o busílis da questão.

PQz disse...

"Live like a squirrel, die like a rat."

Inglório.

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