é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

sexta-feira, junho 25, 2010

Diário de uma matemática

Estou num quase mosteiro, um instituto de investigação matemática algures no meio da floresta negra, na alemanha. Há uma eficiente mão invisível que toma conta de todas as necessidades
dos visitantes: a cama aparece feita e o quarto arejado, as refeições são servidas a horas certas (pequeno almoço às oito, almoço ao meio-dia, lanche entre as duas e as cinco, jantar às seis e meia, ceia a partir das oito), tudo o mais que se possa querer está disponível em honor system (leve e pague o preço indicado na caixinha), desde postais e selos a bolachas ou garrafas de cerveja, ou pode ser pedido à secretária super-eficiente, desde um adaptador de corrente a agulha e linha*.
Os quartos são espaçosos e confortáveis (chão de mármore preto na casa de banho, fancy!), mas espartanos. O único elemento decorativo é uma janela gigantesca, de parede a parede e de alto a baixo, com vista para a floresta.
Com uma deliberação e eficiência germânicas, a mão invisível leva-nos a ser produtivos. Aqui, não há nada para fazer senão dar passeios a pé e trabalhar.

8 comentários:

APLeite disse...

Mas, afinal, em que localidade estás tu? :)

ana rita disse...

Oberwolfach.

ssartem disse...

Também quero.

Ana disse...

Precisava de um retiro desses para escrever a porcaria da tese.

CGM disse...

saudades de te ler

ana rita disse...

e eu estou a ficar com saudades de escrever

Francis Nascivalen disse...

Gostei das mensagens. É sempre bom ler o que os viventes sentem. Ler o pensamento do mesmo ser que a gente. É bom alimentar a nossa alma com histórias de vida que são exemplo para a vida de todo mundo. Obrigada por esta história linda de um ser que se foi sem deixar para trás qualquer vestígios de impurezas na vida. Linda história.

ana rita disse...

Obrigada Francis, pelas suas palavras.

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