é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

quarta-feira, março 03, 2010

D de defesa

O dia D é dia 6 de Abril. Está quase, praticamente só falta um mês, e nem todo é para escrever. Às vezes, ai que nervos.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

porque hoje é dia 23 de fevereiro

Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa moira encantada
Vira a proa da minha barca

(obrigada por me lembrares)

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

todos

Tenho saudades dos amigos de lá, sempre.
Mas hoje bateu-me a saudade dos amigos de cá, dos que se vão espalhar pelo mundo, e que eu gostava de poder levar para casa* comigo.

* onde é casa mesmo?

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

terça-feira, fevereiro 16, 2010

vida

Mas há vida para além da tese. Amigos, cinema, jantares, ópera, amigos, filmes no sofá, conversa, risota, amigos, ski, bonecos de neve, snow ball fights, amigos, dance parties, goodbye parties, amigos, pão, bolachas, bolos, amigos.

Work hard play harder.

\begin{thesis}

Todos os dias sentamo-nos e escrevemos. Todos os dias. Sabemos as horas e os sítios que combinados, quem aparece aparece. Cada um no seu portátil, escrevemos. Às vezes "alguém sabe fazer aquelas setas curvas no xymatrix?" ou "vocês vão numerar as definições e teoremas por capítulo?". Há exasperação e há júbilo, e ainda assim há sempre o intervalo para chá e bolachas.
As teses crescem, slowly but steadily, e graças à companhia, menos dolorosamente que o esperado.
Estamos perto do fim and we know it. For good or for bad.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

ski trip


Os pés frios, as mão frias, o nariz frio. Tudo branco, tudo imenso. Na subida conversamos, rimos, a neve está mesmo boa para esquiar este fim-de-semana, não está? sim, tivémos uma sorte com o tempo. xii, olha aí em baixo essa criancinha a esquiar, tão pequenos e já sabem tão bem, destemidos, parece que são feitos de borracha, e tu há quanto tempo esquias? que pista é aquela além, uma preta? não, não, o meu primeiro dia foi sexta feira, não me meto nas pistas pretas. Chegamos ao topo. Verde, azul, verde, azul. Ganho coragem e sigo azul, sozinha, encontramo-nos lá em baixo ao pé do elevador.

Espero uma aberta, respiro fundo. A pista é quase um abismo. Respiro fundo, mordo o medo, e

Um. Dois. Três. Esquerda, vira, direita, vira, esquerda, vira , finish your turns, ressoa a voz do instrutor do dia anterior na minha cabeça, direita, vira, esquerda, vira, ski up the hill to stop, direita, vira, a vista ................................. linda ........................... direita, vira, esquerda, vira, don't look down at the skis, look at the chipmunks, esquerda, direita, é uma dança, o corpo sabe o que fazer, quase não preciso de pensar, o som da neve debaixo dos esquis, esquerda, vira, direita, vira, nice wide turns, uma embriaguez tão grande, a da velocidade.

Outra vez?


quarta-feira, janeiro 20, 2010

the geekiest thing I've ever done

Este fim-de-semana foi um abuso. A MIT Mystery Hunt acontece todos os anos em Janeiro, mas esta foi a primeira vez que eu pude participar in loco. E senhores, é a loucura, uma ode descomplexada à nerdiness, e difícil de explicar. É uma caça ao tesouro com centenas de complicadíssimos problemas de lógica, que começa na sexta à hora de almoço e acaba quando a primeira equipa encontrar a moeda, o que este ano aconteceu domingo às 5:15 da manhã, quando eu ainda estava nos headquarters da minha equipa, perdida de sono, a tentar resolver qualquer coisa.

Passei o fim-de-semana a pensar com muita força sobre coisas estranhas, acompanhada por outras pessoas a pensar com muita força sobre coisas estranhas, com intervalos apenas para ir à sala dos mantimentos petiscar cenouras cruas ou clementinas, preparar mac n' cheese instantâneo ou comer banana com nutella.

Ah, e pois, não ganhámos, nem sequer chegámos perto. Mas isso não interessa nada. Mesmo nada.

sábado, janeiro 09, 2010

pão

Há qualquer coisa de milagre no pão fazer-se : farinha + água + sal + fermento + tempo + calor = pão.

Ontem partilhei pão com amigos, com azeite, parmesão e orégãos, como me mostrou a A.

Mas hoje, no silêncio e escuro e quente da minha casa, comer pão me trouxe-me mais perto da humanidade, tantos milhares de anos a fazer pão e comer pão, ancestral, farinha, água, sal, fermento, tempo e calor, que saudades dos milhares de anos que não vi.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

boston, 2010

E no entanto, volto a Boston, e é como voltar a casa.
Reencontro o ritmo habitual dos dias iguais aos outros, ainda agora cheguei e já tudo volta ao lugar, a casa, o trabalho, os amigos, afinal eu já sabia: estou a voltar a casa.

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