é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

domingo, agosto 31, 2008

flying west

Está na hora, é tempo de voltar a cambridge, massachusetts.

quinta-feira, agosto 07, 2008

clube restrito

Desde ontem que faço parte (eu e a S., minha "irmã académica", porque temos o mesmo orientador) de um grupo muito restrito de pessoas: aquelas que já andaram de balancé com o seu orientador.

De notar que o meu orientador tem mais de 70 anos. E usa bóina.

quarta-feira, agosto 06, 2008

susto

Um dos grandes receios de um estudante de doutoramento é que alguém resolva o problema em que ele está a trabalhar, inutilizando meses ou anos de trabalho, e deixando-o de volta à estaca zero, sem thesis problem e com menos tempo para encontrar um novo e o resolver.

Ontem tive direito ao meu pequeno terramoto privado. Uma professora na conferência, ao ouvir-me comentar o meu trabalho, disse, meio histérica, que um dos estudantes dela estava trabalhar no mesmo problema que eu e muito perto de o resolver.

E agora?

Algumas horas e muita discussão depois, concluímos que não estamos a trabalhar bem no mesmo problema, e há ali espaço para duas teses, desde que tenhamos cuidado daqui para a frente.

Respiro fundo. Esta já passou.

sexta-feira, agosto 01, 2008

matemática caseira

Os meus pais fizeram 30 anos de casados. Bolas. São imensos anos.

matemátcia caseira

A melhoria da nossa qualidade de vida é proporcional à melhoria da visão do olho esquerdo do meu pai.

terça-feira, julho 15, 2008

espera II

Estive em silêncio porque nada me parecia tão-importante-como. Como escrever sem dar notícias daquilo por que esperávamos? Mas hoje, o médico disse que estava tudo bem, levantou-nos a recomendação da penumbra e da reclusão, passou-lhe uma mão à frente dos olhos e o olho viu as sombras. E se tudo correr bem, das sombras se fará visão, pouco a pouco durante os próximos meses. E assim se pôs a vida de novo em movimento, pensa-se em planos para hoje, amanhã, a próxima semana, o resto do verão.

E entretanto. Não escrevi porque nada me parecia tão-importante-como. Mas. Fui a uma conferência em Barcelona, dei a minha primeira (meia-)palestra, fui turista cansada e incansável em Barcelona, celebrei o Euro com muitas bandeiras espanholas, voltei a Portugal, fui a Coimbra ser turista, fui mostra o Porto a turistas e voltei a Lisboa.

Se me desabituar do silêncio, conto como foi.

domingo, junho 22, 2008

espera



Do meu breve affair com o curso de medicina guardei boas memórias, bons amigos e dois livros. Um, demasiado anotado para revender, está esquecido numa prateleira ou caixa qualquer. O outro, o Atlas de Anatomia Humana ou Netter para os amigos, consulto-o de vez em quando, para comparar desenhos coloridos com radiografias nossas ou investigar outras desgraças e dúvidas de saúde cá de casa.

Esta semana abri-o nas lâminas 82 a 86, bulbo (ou em português de portugal, globo) ocular. Não ajudou muito. Estamos todos em suspenso à espera que o tempo passe e o olho se abra e veja ou não veja. Assim. Não falamos e tentamos não pensar no futuro. Por enquanto, esperamos só. E lemos em voz alta, e ouvimos rádio, e esperamos, na penumbra. Esperamos.

domingo, junho 08, 2008

é bom estar em casa



É bom (e ao mesmo tempo estranho) estar em (nesta) casa.

sábado, junho 07, 2008

sexta-feira, junho 06, 2008

vida dupla

Tenho saudades de para onde vou e de onde parto. Sempre. O que me custa mais nesta vida dupla são estes dias dormentes de mudança.
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