é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

quinta-feira, maio 22, 2008

prazeres de emigrante

Ler o público (do dia anterior) trazido pelas visitas da terra.
Falar português ao pequeno almoço.
Pastilhas Gorila, chocolates Regina e um pirilampo mágico.

quarta-feira, maio 21, 2008

prazeres de emigrante

Ter visitas da terra.

204 vezes 10 a dividir por 5

Hoje às 9 da manhã eles começaram o exame. Hoje à 1 da tarde nós começámos a correcção. Eles eram 204, nós éramos 5. Dez problemas no exame.

Hoje às 8 da noite estava tudo corrigido, e às 9 estavam as notas dos exames lançadas e as notas finais da cadeira decididas, tirando ajustes menores.

Uf.

Hoje às 10 da noite já eu tinha um email de um aluno a queixar-se que aquilo lhe correu mal, que teve uma nota baixinha e que quer ver a correcção. Nem uma hora de descanso.

domingo, maio 18, 2008

dia de sol no parque



Parece que o bom tempo está para ficar. Sol, muita luz, quase calor. Hoje, no parque do meu bairro, toda a gente tirou a barriga de misérias. Criancinhas a jogar futebol americano, uma mãe a jogar baseball com os filhos, dois cachorrinhos, um preto e um castanho, a cumprimentar toda a gente, um casal a jogar frisbee com o seu cão, e nós, eu a dormitar no cobertor, o C. a trabalhar na sua matemática.

sábado, maio 17, 2008

favas

Bom bom é o cheiro do refogado a espalhar-se pela cozinha, a prometer coisas boas. O azeite, o alho, a cebola. O tomate e o chouriço, uma folha de louro e água. Muitos coentros. Favas.

Favas à portuguesa. Serve-se em família com pão e ao som de favas com chouriço.
E depois segue-se por aí adiante, mais josé cid, roberto carlos, dulce pontes, carlos paião, da vinci, nós as duas a cantar desavergonhadamente à mesa do jantar, perante o olhar atónito do americano, que não gosta de chouriço nem conhece as graças e desgraças do festival eurovisão da canção.

E no fim, como em tudo o que acaba bem, chocolate.

quinta-feira, maio 15, 2008

é uma cozinha portuguesa com certeza!

Hoje ao almoço, salada de atum com feijão frade, ao jantar, açorda de marisco, amanhã ao jantar, favas com chouriço.

É com certeza uma cozinha portuguesa!

segunda-feira, maio 12, 2008

turistas







Brincámos às turistas, a A. e eu. Máquinas fotográficas e mapa da cidade: passeio de barco, visita a outro barco, lanche no mercado para turistas. Voltámos para casa com os pés cansados e cheias de frio, que estava um exagero de vento. E com as bochechas queimadas pelo sol, o que nos salva do ar de fantastmas que toda a gente tem nesta terra depois do longo longo inverno.

domingo, maio 04, 2008

o pirex

Falava eu da gente boa. Da gente que oferece chouriços e couve portuguesa e cravos.

Pois este fim-de-semana, no forum da PAPS, entre portugueses e demais gente famosa, a A., portuguesa com filhas e marido americanos, que eu vi uma vez há 3 anos e depois apenas no jantar do dia anterior (o tal do ministro a dizer poemas) entregou-me um pirex dos dela, para também eu poder fazer o pão do New York Times, que já ando a planear experimentar há uns tempos. Assim, como se fosse muito normal oferecer loiça a quem mal se conhece, "tenho ali uma coisa que trouxe para ti, é um pirex para fazeres o tal pão, eu tenho lá mais", assim. Ele há muita gente boa, possa eu aprender com eles todos.

E possa eu fazer o pão. Pão.

sábado, maio 03, 2008

poemas que nos disse o senhor ministro 2

Quem te sagrou criou-te português,
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal.

(in O Infante, Fernando Pessoa)

ontem esteve cá o teixeira dos santos a botar discurso ou poemas que nos disse o senhor ministro 1

«Aqui ao leme sou mais do que eu: Sou um povo que quer o mar que é teu»

(in O Mostrengo, Fernando Pessoa)
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