é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

domingo, abril 26, 2009

Esta manhã acordei com a natureza.

Nada de romântico e poético: foi às seis e meia da manhã, com o barulho de um pica-pau na árvore perto do meu quarto. Sacaninha.

sábado, abril 25, 2009

à janela


cravo
Originally uploaded by ana_rita

Depois dos tremoços, chouriço assado, pastéis de bacalhau, gelado, pudim de ovos e pastéis de nata, depois da super bock, sumol, vinho verde e ginjinha, depois da conversa e cravos aos amigos, depois da grândola e depois do adeus, depois de lavar a loiça e arrumar, depois depois depois, já era entardecer, e o meu cravo à janela foi assim.

sexta-feira, abril 24, 2009

grândola

35 anos menos uma hora depois, mas num fuso horário diferente, ouço o Grândola Vila Morena e comovo-me. Hoje e sempre. 

porque a Avenida da Liberdade está longe,

amanhã há almoço cá em casa. 

Vai haver sol e pastéis de bacalhau, Grândola Vila Morena e chouriço, portugueses e tremoços, cravos vermelhos e ginjinha, e muita muita liberdade.

sábado, abril 11, 2009

O que é que fizeste esta tarde? Pastéis de tentúgal.

Há uma fellow-expat que cozinha maravilhosamente à portuguesa. Amanhã para o almoço de Páscoa longe da pátria teremos, em casa da C., supracitada fellow-expat: caldo-verde, borrego no forno e cinco (sim, cinco!) sobremesas, entre as quais, pasme-se, pastéis de tentúgal. E onde, meus caros, é que se arranjam pastéis de tentúgal a cinco mil quilómetros de Tentúgal? Fá-los a C., pois claro, para gáudio e proveito dos outros portugueses. Infelizmente para nós, a C. volta a Portugal no fim do ano, deixando-nos órfãos dela e dos seus pastéis de tentúgal. Para que a tradição* possa continuar, tivémos hoje a nosso pedido um workshop de pastéis de tentúgal: ovos, açúcar, água e filo dough. E muita paciência.

* (essa bem conhecida tradição de comer pastéis de tentúgal quando apetece, mesmo a cinco mil quilómetros de casa)

sexta-feira, abril 10, 2009

os nomes das coisas

As rolas são pardas também, mas têm pintas escuras na cauda, os melros são pretos com o bico amarelo, e os piscos são cinzentos, com o peito cor-de-laranja. Saber os nomes dos pássaros, os nomes das flores, os nomes das coisas, traz-me mais perto da humanidade, lembra-me... ...um livro que li um dia: "E Adão deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens (...)".

quinta-feira, abril 09, 2009

o cheiro doce das magnólias

A temperatura está quase sempre acima dos dez graus, que é onde eu traço a linha imaginária entre o frio e não frio. Há narcisos amarelos transplantados em flor para os canteiros, como que a desafiar o inverno, e crocus no meu quintal, a nascer todos juntos, amarelos, brancos, roxos, no sítio onde eu pus os bolbos no Outono passado. Os pássaros, conheço-lhes os nomes pela cor, os cardinais são encarnados e os gaios azuis, e os pardais, pardos.
Hoje almoçei sozinha num banco de jardim virado para o rio, hoje cheirei o cheiro doce das magnólias, hoje não tive frio ao voltar para casa.

O bom de viver um inverno longo e severo é que a chegada da primavera é tão tão doce, doce como o cheiro doce das magnólias.

Oh, the soups you'll make*

Sopa de abóbora e tudo;
Sopa de tudo sem abóbora;
Sopa de couve-flor;
Sopa de cogumelos;
Sopa de ervilhas;
Sopa de feijão vermelho;
Sopa de grão com espinafres;
Sopa de feijão branco com couve;
e outras que não ficaram para a história.

Está visto, sou uma sopeira.

quarta-feira, abril 08, 2009

é só uma pergunta

Eu sou uma pessoa melhor em Portugal.
Assim sendo, o que é que eu estou aqui a fazer por muito mais tempo?

já é 3ª vez que declaro impostos neste país

Desta vez, menos de duas horas (impostos federais + impostos estatais): estou a ganhar-lhe o jeito.
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