é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

A apresentar mensagens correspondentes à consulta "o meu roommate" surreal ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
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domingo, agosto 05, 2007

deixem-me contar-vos uma coisa que me aconteceu

No sábado voltei a acordar às cinco da manhã. Ao abrir as janelas para arrefecer a casa com o fresco da manhã olhei lá para fora e ali mesmo, a uns metros da minha janela, na driveway do vizinho, estava um homem nu! Sim, completamente nu! Não sei qual dos dois ficou mais surpreendido, se eu se ele. Eu fechei a janela e fui-me barricar na única divisão sem uma janela, a casa-de-banho, até recuperar a compustura. Ele, mais rapidamente que eu, porque ainda tive tempo de ver a reacção dele, deitou-se no chão de barriga para baixo. Porquê deitar-se no chão em vez de se agachar atrás do carro mesmo ali ao pé, ou tapar as partes pudibundas com as mãos, não sei. Enfim. Não estava assim tanto calor que desse vontade de ir refrescar-se nu para a rua...

Mas isto não acaba aqui.

À tarde, fui buscar o meu roommate surreal à estação de comboios, veio passar o fim-de-semana mas esqueceu-se da chave. Se não tivesse esquecido a chave também ia buscá-lo à estação de comboios, que uma pessoa depois fica com saudades, mas isso agora não vem para o caso. O que vem para o caso é que, no sábado à tarde, a voltar para casa (claro que lhe contei logo no caminho sobre a bizarria do homem nu na rua às cinco da manhã), estamos mesmo mesmo a entrar, já passada a porta exterior, eu a abrir a porta interior com a minha chave, que ele esqueceu-se da dele, e ele olha pela janelinha e diz, está ali um homem nu a regar o jardim, e eu, não está nada, e ele, está está, e eu a pensar, está a gozar comigo só pode, estás a falar a sério?, e olho pela janelinha lá para fora, e a uns metros dali, com um ar naturalíssimo, está um homem nu a regar o jardim da casa ao lado, completamente nu!

Pronto, é isso. Só pode ser o mesmo homem. Nu. E pela naturalidade com que regava o jardim da casa ao lado (continuou a regar as flores durante mais um bom bocado) aquilo só pode ser o jardim dele. Ou isso ou é o bom samaritano nu dos jardins cá do bairro.

Ah, o fim-de-semana a matar saudades foi muito bom, obrigada.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

o meu roommate é surreal 6

Vai aprendendo português devagarinho, misturado com o pouco espanhol que aprendeu na escola. Ontem disse-me "O burrrrrro gosta de ananásssssss..."!

domingo, julho 30, 2006

o meu roommate é surreal 2

Fiz arroz de bacalhau para o jantar. Ele acompanhou-o no prato com iogurte natural.

quarta-feira, outubro 24, 2007

o meu roommate é surreal 7

Temos um pato de decoração, normal.
Temos um fato de lagosta para um cão pequeno, menos normal, mas enfim, estamos quase no dia das bruxas e os pais dele têm um cão pequeno, que é o felizardo que se vai mascarar de lagosta.
Temos um pato de decoração vestido com um fato de lagosta para um cão pequeno. Hã?!

it's a duck, it's a lobster

segunda-feira, janeiro 22, 2007

o meu roommate é surreal 5

(mas é um querido também)

Está de férias 3 estados abaixo deste. Mas veio a Boston no fim-de-semana encontrar-se com o orientador. E cozinhar para mim. Tenho uma panela de sopa e um taparuére* cheio de "arroz americano" no frigorífico, cortesia do homem que mora cá em casa.

*há alguma maneira decente de escrever esta palavra sem ser em inglês?

sexta-feira, outubro 13, 2006

o meu roommate é surreal 4

Entre os panfletos do supermercado, vem um com decorações de natal, aqui começa tudo cedo, ainda nem Halloween foi. Digo-lhe que quero ter uma árvore de natal nesta casa, em dezembro. Ele diz que sim, se em troca puder ter uma grande bandeira americana na parede da sala. Ai ai ai a minha vida...

sexta-feira, agosto 11, 2006

o meu roommate é surreal 3

Eu digo-lhe que quero ter vasos com plantas cheirosas cá em casa, hortelã, salsa, assim. Ele diz que muito bem, mas pergunta se pode então ter uma cabeça de javali pendurarada na parede da cozinha, ou ao menos um machado de guerra na sala.

quinta-feira, julho 27, 2006

o meu roommate é surreal 1

(suspeito que esta vai ter muitos números)

Depois de jantar, prato e fruta, vai ao congelador e tira um pacote de ervilhas, daquelas com a vagem, diz na caixa "sugar peas". Diz que são doces e servem como sobremesa. Aquece-as no microondas e vai comendo, enquanto me conta as histórias das férias. Chega a meio e diz que está cheio, e eu acabo por lanchar meio pacote de ervilhas.
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