é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.

terça-feira, julho 15, 2008

espera II

Estive em silêncio porque nada me parecia tão-importante-como. Como escrever sem dar notícias daquilo por que esperávamos? Mas hoje, o médico disse que estava tudo bem, levantou-nos a recomendação da penumbra e da reclusão, passou-lhe uma mão à frente dos olhos e o olho viu as sombras. E se tudo correr bem, das sombras se fará visão, pouco a pouco durante os próximos meses. E assim se pôs a vida de novo em movimento, pensa-se em planos para hoje, amanhã, a próxima semana, o resto do verão.

E entretanto. Não escrevi porque nada me parecia tão-importante-como. Mas. Fui a uma conferência em Barcelona, dei a minha primeira (meia-)palestra, fui turista cansada e incansável em Barcelona, celebrei o Euro com muitas bandeiras espanholas, voltei a Portugal, fui a Coimbra ser turista, fui mostra o Porto a turistas e voltei a Lisboa.

Se me desabituar do silêncio, conto como foi.

domingo, junho 22, 2008

espera



Do meu breve affair com o curso de medicina guardei boas memórias, bons amigos e dois livros. Um, demasiado anotado para revender, está esquecido numa prateleira ou caixa qualquer. O outro, o Atlas de Anatomia Humana ou Netter para os amigos, consulto-o de vez em quando, para comparar desenhos coloridos com radiografias nossas ou investigar outras desgraças e dúvidas de saúde cá de casa.

Esta semana abri-o nas lâminas 82 a 86, bulbo (ou em português de portugal, globo) ocular. Não ajudou muito. Estamos todos em suspenso à espera que o tempo passe e o olho se abra e veja ou não veja. Assim. Não falamos e tentamos não pensar no futuro. Por enquanto, esperamos só. E lemos em voz alta, e ouvimos rádio, e esperamos, na penumbra. Esperamos.

domingo, junho 08, 2008

é bom estar em casa



É bom (e ao mesmo tempo estranho) estar em (nesta) casa.

sábado, junho 07, 2008

sexta-feira, junho 06, 2008

vida dupla

Tenho saudades de para onde vou e de onde parto. Sempre. O que me custa mais nesta vida dupla são estes dias dormentes de mudança.

quinta-feira, junho 05, 2008

quarta-feira, junho 04, 2008

descobri a antena 1 cá do sítio

National Public Radio: muitas notícias, muito comentário político, que é o que eu preciso agora.

terça-feira, junho 03, 2008

obama day

O dia inteiro foi uma excitação contida.

De manhã as notícias eram de que a Hillary ia reconhecer a derrota (e eu a separar a roupa que vai e a roupa que fica).

À tarde as notícias eram de que afinal já não ia (e eu a devolver os livros à biblioteca, a tratar de burocracias e a lanchar gelado).

À noite as previsões eram de que ele chegava ao número mágico de 2118, mas eram só estimativas (e eu a jantar fora com amigos, porque estou quase a ir embora e vou ter saudades deles).

Depois ele fez um discurso em que se afirma o candidato democrata à presidência e ela não fez um discurso a reconhecer-lhe a vitória (e eu a fechar caixotes com fita-cola).

Amanhã deve acabar tudo, e começa uma nova etapa da campanha (e eu tenho mais uma reunião com o orientador e mais coisas para encaixotar).

de viver aí

A poucos pouquíssimos dias de voltar a Portugal para o Verão, vivo por antecipação, permito-me as saudades. Imensas, avassaladoras, quase a chegar às lágrimas. Tenho tantas saudades de viver aí.

sexta-feira, maio 30, 2008

o pão e as traduções



O pão ficou mal cozido mas já vai em meio comido. O que não seria se tivesse saído bem... A receita está em vários sítios, é pôr "no knead bread" recipe no google e escolher uma página qualquer. Um dias destes traduzo-a para português, em jeito de serviço público.

Entretanto, pedi ao google para traduzir o meu blog para inglês, e sai-se ele com estas belezas:
Tomorrow cozo my bread that does not amassa.
Having visits of the earth.
Gorillas pads, chocolates Regina and a pirilampo magic.

Não sei qual delas gosto mais.
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